quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

FHC: Ele é mesmo do PSDB?



Acabei de assistir a entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao jornalista Fernando Rodrigues pelo UOL/Folha, ambos do Grupo Folha.
De uma sinceridade absurda, assumindo que não emite opinião sobre o que não sabe ou não lhe diz respeito, me fica a impressão que o próprio PSDB não conhece bem. O rumo tomado por este partido vai na contramão na opinião do ex-presidente. Ao menos lá, alguém sabe o que significa fazer oposição.
No fim, o PSDB não se conhece.
Não sabe de onde veio, não sabe para onde vai.


Assista em partes ou na íntegra aqui.


Vale cada minuto. Para críticos e adeptos. Ou só para quem quer conhecer quem fez história no nosso país.

domingo, 2 de dezembro de 2012

sábado, 1 de dezembro de 2012

Mantega vira o ano?

O PT e o governo Dilma se encontram numa encruzilhada.
O desempenho da economia ficou abaixo do esperado. De um indíce previsto no cenário mais pessimista de crescimento de 0,9% neste terceiro trimestre, os dados reais coletados apontaram para 0,6%. O constragimento foi geral entre a equipe econômica e a Presidente Dilma.
Já se fala na possibilidade de em 2013 termos um novo ministro da Economia.
Dilma e Mantega nunca compartilharam a mesma opinião sobre a condução da economia, o que gerou conflitos sobre os rumos do país durante todo o governo Lula. Enquanto Mantega é mais ortodoxo, adepto de métodos que foram seguidos a risca durante todo o governo FHC, Dilma se aproximava de uma visão desenvolvimentista, mais próxima até de José Serra (PSDB) do que da equipe econômica de seu atual governo.
A questão era: se não seria seguindo a ortodoxia que imperou até meados do segundo governo Lula, qual planejamento seguir? O PT embora fosse crítico do governo FHC, nunca se preocupou em construir uma alternativa que beneficiasse o crescimento e ainda assim contendo a inflação. Suas propostas flertavam com o irresponsável, típico de quem está na oposição, pode oferecer mais por que não tem a responsabilidade de ter de cumprir. Ao chegar ao poder adotou a cartilha econômica do governo anterior como alternativa ao plano que não tinha, nem nunca teve.
A forma que Lula encontrou para transformar a crise econômica mundial em "marolinha" foi liberar o consumo. Liberou o consumo e afrouxou o cinto da União. Contratou em profusão e lançou o PAC como forma de fazer investimento direto na economia, injeção de recursos estatais no mercado. Internamente nos fartamos de crédito fácil e criamos um crescimento fictício. Crescemos a vista, mas pagamos a prazo. Agora a fatura começa a ser apresentada. Os número de crescimento pífio também refletem o freio da nossa capacidade de endividamento. Pusemos fim a dívida externa e estamos a beira da explosão da dívida interna.

Por isso crescemos menos e assombramos Dilma com a possibilidade de um crescimento médio inferior ao segundo mandato do governo FHC, que teve taxa média de crescimento de 2,7% e que foi largamente usado como argumento petista de crítica ao conservadorismo de nossa economia. Se Lula se referia a herança deixada por FHC como maldita, como Dilma deverá se referir a herança deixada por seu padrinho?